Despedida...
E assim chegámos ao fim, amor da minha vida!
Estes Mundos Paralelos acabaram por nos sugar, afastando-nos. Vejo-te cada vez mais longe, a cada momento te sinto mais distante. A realidade levou-te de mim.
Dou por mim, aqui sentado, tendo por companhia: sonhos, ilusões, promessas, paixão, desejo… e amor, observando-te a ser levada, por outra mão, para o teu mundo. Fico aqui, impotente, sem coragem de lhes pedir ajuda para correr atrás de ti. Pedir-te para não entrares. Pedir-te que te sentes ao nosso lado.
Mas não. Deixo-te ir… Não corro atrás de ti. Fico amarrado ao meu mundo, sem saber qual o caminho para a felicidade, tendo a certeza que nunca o encontrarei sem ti. Levas contigo o brilho do meu olhar. Guarda-o, porque se um dia nos voltarmos a encontrar, sei que mo devolverás.
Resta-me guardar o que ficou de nós.
Arrumo em caixas todos os segundos em que te tive, em que foste minha. Não sei se terei espaço para tanto sorriso cúmplice. Consegui um pequeno baú, para aqueles beijos que tornavam supérfluas as palavras e nos transportavam para outra dimensão. Olho em redor: tantas palavras, tantas frases, tantas promessas para arquivar. Armazeno os momentos de prazer. Meus Deus… foram tantos! Onde irei colocar tantos olhares entrelaçados? Lembras-te daqueles abraços que esmagavam a saudade? Onde achas que os deva colocar?
Sinto o cheiro desses momentos impregnarem-se de forma irreversível na minha pele e, com cuidado acrescido, guardo o sabor das tuas mãos a percorrem-me o corpo pela última vez.
Abandono as memórias, deixando a porta entreaberta, porque sei que vou lá voltar a cada instante.
Já não te consigo distinguir. Estás tão longe. Perdi-te! Perdi-te… para sempre, amor! E foste embora sem me ensinares a viver sem ti.


